Nado Sincronizado

O Nado Sincronizado ganhou força como esporte por conta das apresentações de dança e balés aquáticos surgidas no final do século XIX, e início do XX. Apesar de ser uma das únicas disciplinas disputadas apenas por mulheres – a outra é a Ginástica Rítmica -, foram homens que começaram a fazer acrobacias dentro d’água.

As primeiras apresentações aconteceram nos anos de 1891, em Berlim, e 1892, em Londres, só para homens. Aos poucos, as mulheres foram ganhando espaço por terem mais leveza nos movimentos e poderem realizar melhores movimentos na piscina.

Entretanto, o Nado Sincronizado começou a ter caráter competitivo apenas em 1930 – cinco décadas antes de entrar no programa olímpico. No ano de 1952, a Federação Internacional de Natação (FINA, em francês) assumiu as rédeas do esporte e estabeleceu uma série de regras propostas por Canadá, Estados Unidos e Argentina, países onde a disputa era bem popular.

A disciplina teve caráter de exibição nas edições dos Jogos entre 1952 e 1968, assim como no Pan-Americano de Buenos Aires em 1951. O Nado Sincronizado entrou como disputa oficial na próxima edição do Pan, em 1955, na Cidade do México, mas só foi parar no programa olímpico em 1984, em Los Angeles.

A disputa é simples: ao som de uma música, duetos ou equipes de oito nadadoras fazem apresentações curtas. Juízes avaliam diversos quesitos, entre eles coreografia, dificuldade, sincronismo e execução de movimentos. Pontos são perdidos se as competidoras demorarem a entrar na piscina, usar muito o fundo para impulsão ou não executar a parte obrigatória.

No evento de duetos, cada dupla faz uma rotina técnica, obrigatória, e uma de estilo livre, e os dois desempenhos são somados para definir as classificadas à fase final – na qual a apresentação é de escolha própria das nadadoras. Na disputa por equipes, há somente as duas rotinas iniciais, e as vencedoras saem desta soma de placares.