Ginástica de Trampolim

Disciplina mais nova da Ginástica a fazer parte do programa olímpico, a Ginástica de Trampolim nasceu na década de 30, nos Estados Unidos, a partir da invenção de George Nissen, professor de Educação Física e ex-campeão universitário de Ginástica. Ao assistir às redes de segurança dos trapezistas nos circos, ele teve uma ideia que deu origem ao esporte.

Contando com a ajuda de Larry Griswald, que o treinou na Universidade de Iowa, Nissen desenvolveu o primeiro trampolim em sua garagem, e logo o aparelho passou a ser usado no treinamento de atletas de disciplinas como Saltos Ornamentais, Esqui Alpino e Ginástica Artística, e até de astronautas.

O primeiro campeonato nos Estados Unidos com o uso do trampolim foi realizado em 1948, e em 1955 houve disputa nos Jogos Pan-Americanos daquele ano, na Cidade do México. Não demorou para que o aparelho ganhasse popularidade na Europa e no resto do mundo.

No ano de 1964, surgia a Federação Internacional de Trampolim (ITF, em inglês). A partir de 1988, quando a entidade passou a ser reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), o sonho de entrar nos Jogos passou a ser realidade – e o que ajudou a chegar ainda mais perto deste objetivo foi a entrada da disciplina como parte da Federação Internacional de Ginástica (FIG, em francês).

A estreia da agora Ginástica de Trampolim nos Jogos aconteceu na edição de 2000, em Sydney, com um evento individual masculino e outro feminino.
Cada participante realiza uma série de dez rotinas, com saltos simples, duplos e triplos, com e sem piruetas. Os movimentos são avaliados por um júri, que pontua de acordo com a dificuldade e precisão de cada apresentação, na qual os ginastas podem atingir alturas de até dez metros acima do trampolim. Erros tiram pontos do placar final.

A competição tem duas fases: a classificatória e a final. Os participantes fazem duas rotinas livres na primeira etapa, com simplicidade e perfeição nos movimentos, e outra na qual é possível arriscar mais, sem limite de dificuldade. Os oito melhores passam à disputa por medalhas, na qual é preciso mostrar mais uma apresentação com dez movimentos.