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26/09/2013

Tiro com arco se renova e se profissionaliza no Brasil

Liderada por Daniel Xavier, equipe nacional aprimora sua técnica em tempo integral

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Marcus Vinícius, de 15 anos, treina para representar a seleção brasileira no Campeonato Mundial 2013 (Foto: Arquivo / Evandro de Azevedo França)

Praticado há pouco tempo no Brasil, o tiro com arco vive o melhor momento da sua história. Criada em 1991, a CBTARCO, confederação brasileira responsável pelo esporte, investiu em dois centros de treinamento em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para desenvolver a disciplina: um em Maricá (RJ), voltado para a formação de jovens atletas, e outro em Campinas (SP), que reúne os dez melhores arqueiros brasileiros, que treinam em tempo integral.

Único representante brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, o mineiro Daniel Xavier vibra com a evolução do tiro com arco no país, que vai receber a primeira edição dos Jogos na América do Sul.

“A equipe brasileira está bem renovada e todos os atletas que estão indo ao campeonato mundial fazem parte do Masterplan 2016, um programa criado em 2011 e concebido de um convênio entre COB, CBTARCO e World Archery (Federação Internacional de Tiro com Arco), todos interessados em aprimorar as qualidades técnicas dos atletas brasileiros para 2016 e conseguir medalhas. Completamos dois anos de programa esse ano, ou seja, faz dois anos que o Brasil possui atletas profissionais de tiro com arco”, explicou Daniel.

Em Campinas, a seleção – que conta com cinco homens e cinco mulheres - é treinada pelo britânico Richard Priestman, bronze por equipes em Seul 1988 e Barcelona 1992. Seis destes atletas vão disputar o Campeonato Mundial 2013, em Belek, na Turquia. Além de Daniel Xavier, a equipe masculina contará com Marcos Bortoloto e Marcus Vinícius D’Almeida. Já o time feminino será composto por Sarah Nikitin, Ane Marcelle dos Santos e Marina Canetta.

Marcus Vinícius, de apenas 15 anos, e Ane Marcelle, de 19, são frutos do centro de treinamento de Maricá, inaugurado em 2009, na Região dos Lagos, no Rio. Eles conheceram o esporte por meio de projeto social da CBTARCO com as escolas públicas do município e logo se apaixonaram pela prática milenar de utilizar um arco e flechas para acertar o alvo.

“Comecei no esporte em 2010, com 12 anos, e faço parte da seleção brasileira desde outubro do ano passado. Hoje sou uma pessoa com compromisso e, regras, além de conhecer mais sobre saúde, uma vez que temos um nutricionista e um preparador físico. Sou mais responsável, inclusive na escola”, afirmou.

A competição na Turquia será apenas a sua segunda viagem internacional - a primeira aconteceu há menos de um mês, quando foi para a Polônia disputar a quarta etapa da Copa do Mundo, entre 19 e 25 de agosto.

Ane Marcelle também treina há três anos, mas só em 2013 já participou de todas as quatro etapas da Copa do Mundo (China, Turquia, Colômbia e Polônia), e fala como profissional. Com uma pulseira onde se lê a frase “I Love Archery” (“Eu amo arco e flecha”), ela revela: “É para dar sorte. O esporte para mim é uma paixão. Acho que os jovens deveriam se dedicar mais ao esporte. Acredito que o Brasil se sairá muito bem no Mundial e melhor ainda em 2016”.

O ano ainda nem acabou, mas os atletas da seleção já comemoram o que chamam de uma temporada marcante. Principalmente para Daniel Xavier e a paulistana Sarah Nikitin, os dois remanescentes da equipe que defendeu o país nos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011.

“Esta sendo um ano atípico. Estamos fazendo muitas viagens visando à disputa do Mundial no curto prazo e a preparação para os Jogos Olímpicos.Nosso esporte sempre foi amador aqui no Brasil, mas agora que recebemos um salário é possível se dedicar em tempo integral. Além disso, moramos e treinamos juntos aqui em Campinas. É um projeto que tem como objetivo resultados expressivos em competições e a obtenção de medalhas em 2016”, disse Sarah.

Daniel assina embaixo: “Esse ano está sendo muito importante para nós. Pela primeira vez conseguimos participar de todas as etapas da Copa do Mundo, vivenciamos coisas novas e estamos adquirindo experiência e confiança para enfrentar de igual para igual os atletas de outros países. E os resultados, tanto individuais quanto por equipe, estão cada vez melhores”.

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