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03/08/2014

Regata Internacional de Vela, primeiro evento-teste dos Jogos Rio 2016, toma as águas da Baía de Guanabara

Objetivo da disputa é testar as raias de competição, além de ser uma oportunidade de treino para os atletas

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Durante sete dias de competição, as dez classes Olímpicas da vela estarão nas águas da Baía de Guanabara (Foto: RIo 2016 / Alex Ferro)

Foi dado o pontapé inicial para os Jogos Rio 2016. Com 324 atletas de 34 países e cerca de 215 barcos, começou neste domingo (3) a Regata Internacional de Vela, primeiro evento-teste dos Jogos. Maior disputa de vela Olímpica já realizada no Brasil, o torneio tem como objetivo testar as raias de competição, além de ser uma oportunidade para equipes e atletas se familiarizarem com as condições do vento e o local, que será palco das provas de vela Olímpica e Paralímpica em 2016. (Acompanhe aqui a cobertura do evento)

“As raias da Baía de Guanabara são muito diferentes entre si e bastante complexas. Por isso, quanto mais pudermos treinar e competir aqui, mais bem preparados estaremos. Velejo no Rio de Janeiro há mais de 20 anos e ainda cometo erros de avaliação porque as condições variam bastante dependendo do dia. Ainda não é a regata Olímpica, mas conquistar um bom resultado aqui dá bastante confiança”, afirma o brasileiro Robert Scheidt, dono de cinco medalhas Olímpicas, demonstrando satisfação com as condições da água na Baía de Guanabara, observadas nas raias na última semana.

“A baía surpreendeu. Está limpíssima. Como não tem chovido e tem havido muita troca de água com o oceano, praticamente não vi sujeira nos últimos dias. Durante a competição acredito que tem tudo para continuar da mesma forma”, afirmou.

Na estreia da classe Finn, o brasileiro Jorge Zarif saiu na frente, fechando o dia no topo do ranking (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Campeão Olímpico da classe 470 em Londres 2012, o australiano Mathew Belcher também destacou a melhora na qualidade da água da baía nos últimos dias. 
 
"Muito tem sido dito sobre isso. Não é o ideal e há mais trabalho a ser feito, mas nos últimos dias (a qualidade da água) tem sido melhor. Os atletas precisam se concentrar na regata e deixar essas coisas para os responsáveis, eu estou confiante que eles vão resolver isso", declarou Belcher, destacando a importância da regata desta semana. 
 
"É um evento extremamente importante, e você pode ver pelo calibre dos velejadores aqui. É um dos locais de competição de vela mais complexos, e é importante para garantir que você estará o mais bem preparado possível (para os Jogos Olímpicos)", afirmou o atleta.
 
Durante os sete dias de competição, as dez classes Olímpicas da vela estarão nas águas da Baía de Guanabara: RS:X, 49er, 470, Laser e Finn (masculinas), RS:X, 49er, 470 e Laser Radial (femininas) e Nacra 17 (mista). A previsão é que de 100 a 120 regatas sejam disputadas na cinco raias selecionadas para o evento: Pão de Açúcar, Escola Naval, Ponte, Copacabana e Niterói. Em 2015, após o segundo evento-teste do esporte, serão escolhidas as raias que serão usadas nos Jogos Rio 2016.
 
O holandês Dorian Van Rijsselberge terminou o primeiro dia de regatas na liderança da classe RS:X masculina (Foto: Rio 2016 / Alex Ferro)
Estreante nas águas cariocas, o australiano Nathan Outteridge, atual campeão Olímpico na classe 49er, está animado após os primeiros treinos nas raias e espera disputas acirradas já no evento-teste.
 
“É minha primeira vez no Rio, então estou tentando prestar atenção em tudo e acho que tenho conseguido compreender bem as condições para velejar aqui. O evento-teste será fundamental para isso e, pela qualidade dos participantes, as regatas serão do mesmo nível de um campeonato mundial. As condições climáticas são ótimas e isso é o mais importante para que tenhamos uma grande competição”, explica o australiano.
 
Quarta colocada nos Jogos Londres 2012 na classe Laser Radial, a irlandesa Annalise Murphy também está focada em aprender mais sobre as águas do Rio de Janeiro. Velejando pela primeira vez na cidade, ela sonha com a vitória no evento-teste.
 
“É muito bom poder participar de um evento deste porte nas raias Olímpicas dois anos antes dos Jogos. As melhores atletas da Laser Radial estão no Rio e as regatas vão ser muito competitivas. Treinei no Rio por três semanas no ano passado e gosto muito de velejar aqui, ainda que seja bastante desafiador, por causa da mudança dos ventos e das correntes. Os mais importante é entender melhor as condições das raias, mas quero vencer quantas regatas eu puder. Durante os treinos tivemos ótimas condições, espero que siga assim por todo o evento”, revela a europeia.
 
A Regata Internacional de Vela é o primeiro torneio de uma série de 45 eventos esportivos nacionais e internacionais que serão realizados até maio de 2016, com o objetivo de testar os locais de competição do maior evento esportivo do planeta.
 
“Este é o nosso primeiro evento-teste e cada um deles vai nos ajudar no planejamento de entregas para os Jogos Rio 2016. Serão grandes oportunidades de testar operações, treinar a força de trabalho e adquirir experiência”, explica o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

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