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25/06/2014

"Homem mais forte do mundo" aponta favoritos para subir no alto do pódio do levantamento de peso nos Jogos Rio 2016

Recordista Olímpico e mundial, iraniano Hossein Reza Zadeh aposta em China, Irã, Rússia e Polônia como candidatos ao ouro

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Hossein Reza Zadeh detém os recordes Olímpico e mundial da categoria Super Pesado (Foto: Getty Images/Ezra Shaw)

Hossein Reza Zadeh é um verdadeiro herói nacional no Irã. Bicampeão Olímpico e tetracampeão mundial da categoria Super Pesado (acima de 105kg), o ex-atleta de levantamento de peso é ainda o grande detentor de recordes Olímpicos e mundiais na categoria. Afastado há seis anos das competições, o “Homem mais forte do mundo”, como é conhecido, não vai disputar os Jogos Rio 2016, mas já tem seus candidatos a subir no alto do pódio.

“Espero que sejam Jogos justos, que os atletas estejam nas melhores condições físicas e que compitam em um clima de amizade. Na minha opinião, os países que se dedicarem mais à preparação e que investirem mais em seus atletas terão maior sucesso. Eu apostaria que China, Rússia, Irã e Polônia conquistarão medalhas nos Jogos Rio 2016”, diz o ex-atleta, hoje com 36 anos.

Atual presidente da Federação Iraniana, Reza Zadeh trabalha agora para que seus recordes sejam quebrados por um atleta de seu país e brinca com a alcunha de "homem mais forte do mundo".

“É uma grande satisfação manter o recorde mundial de levantamento de peso por quase 15 anos. Com muito trabalho, consegui quebrar as marcas anteriores e espero que um atleta do meu país consiga superá-las agora. Os iranianos têm conseguido ótimos resultados nos últimos anos", afirma.

"Já sou presidente da Federação Iraniana há 5 anos e as pessoas ainda me chamam de homem mais forte do mundo”, diverte-se Reza Zadeh, que viu o compatriota Behdad Salimi levantar 214kg no Campeonato Mundial de 2011 para quebrar seu recorde no arranque.

Aos 22 anos, nos Jogos Sydney 2000, Reza Zadeh foi o responsável pelo fim da supremacia de atletas soviéticos e de países originários da ex-URSS na categoria mais pesada do levantamento de peso, erguendo impressionantes 472,5 kg (212,5kg no arranque e 260kg no arremesso) e estabelecendo os novos recordes da prova.

Iraniano conquistou seu primeiro título Olímpico aos 22 anos (Foto: Getty Images/Robert Laberge)

Por seu feito, ganhou enorme popularidade no país e teve seu casamento, em 2003, transmitido ao vivo pela televisão local. No ano seguinte, foi aos Jogos de Atenas disposto a quebrar seu recorde e conseguiu adicionar 3kg no arremesso. Seu desempenho foi novamente reconhecido e, além do apelido de “Hércules Iraniano”, foi homenageado com a construção de um estádio com seu nome em sua cidade natal, Ardabil.

O objetivo de Reza Zadeh para os Jogos Pequim 2008 era o mesmo: aumentar suas já impressionantes marcas. No entanto, pouco antes do evento, o iraniano viu-se forçado a deixar as competições, orientado por seus médicos, por conta de diabetes. Passou a ser o treinador da equipe nacional e, posteriormente, assumiu a presidência da Federação Nacional.

Mesmo que não tivesse a doença, Reza Zadeh acredita que seria improvável sua participação como atleta nos Jogos Rio 2016.

“Hoje tenho 36 anos, então acho que teria poucas chances de participar dos Jogos Rio 2016, mesmo se não tivesse tido o problema de diabetes. Mas acredito que poderia ter competido em Pequim e em Londres”, analisa o gigante de 152kg, que já começou a se informar sobre a cidade-sede dos primeiros Jogos da América do Sul.

“Nunca visitei o Rio de Janeiro e vou fazer o possível para estar na cidade durante os Jogos com os atletas iranianos. Já comecei, inclusive, a fazer pesquisas sobre o Brasil”, revela. 

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