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31/07/2014

Hangout Rio 2016: especialistas explicam as iniciativas para preparar a Baía de Guanabara para os Jogos

Leonardo Espíndola, secretário da Casa Civil do Rio, afirma que 50% do esgoto que desemboca no local é tratado

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A gerente de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Rio 2016, Tânia Braga, explicou como são planejadas as competições da vela para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos (Foto: Rio 2016)

Às vésperas da Regata Internacional de Vela, primeiro evento-teste dos Jogos, cerca de 50% do esgoto que desagua na Baía de Guanabara já está tratado. A informação foi divulgada na noite desta quarta-feira (30) pelo chefe da Casa Civil do governo do estado, Leonardo Espíndola, durante o hangout promovido pelo Comitê Rio 2016, que também contou com a participação da gerente de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Rio 2016, Tania Braga, e do oceanógrafo David Zee. (Assista ao vídeo)

“Sem dúvida nenhuma, a realização dos Jogos tem sido um fator de potencialização de investimentos e de melhorias na qualidade da água da Baía. Passamos de 10 a 15% de esgoto tratado para 50%, ou seja, três vezes mais", afirmou Espíndola.

A meta para 2016 é ainda maior. O governo pretende tratar cerca de 80% de todo o esgoto dos rios que desaguam na baía.

“Nossa meta é 80% do esgoto que migraria tratado, vamos chegar bem próximos dessa meta ou chegaremos nela. A Baía está longe da perfeição. Não está tão ruim como muitos alardeiam, mas não está tão boa quanto ela merece. Cavalos marinhos apareceram lá e é um bom sinal, mostra que estamos no caminho certo”, completou.

Além das iniciativas que contribuem para a melhoria da qualidade da água, outros temas também foram abordados durante o bate-papo – como as condições para as competições de vela, cujo primeiro evento-teste acontece do dia 02 a 09 de agosto. Segundo a gerente de Sustentabilidade do Comitê, Tania Braga, a Baía de Guanabara já está em condições para receber a disputa.

“É interessante a gente entender que existem duas questões diferentes que são discutidas como se fossem uma coisa só. A primeira trata das questões ambientais gerais da Baía de Guanabara, que está relacionada diretamente à questão do saneamento no Brasil. Uma outra questão é sobre as condições da baía para a competição. Sobre esta, estamos acompanhando muitos dados sobre as condições da região, que mostram que, onde serão realizadas as provas, a qualidade é propícia à prática esportiva e que isso já acontece de uma forma consistente ao longo dos últimos três anos”, afirmou.

A Baía de Guanabara é dividida e classificada em cinco grandes áreas, que definem as regiões com as melhores condições ambientais. Isso ocorre por conta da proximidade com o canal central, que promove a maior troca da água da baía com o mar. Quanto mais próxima ao canal central, melhor será a qualidade da água.

“As condições oceanográficas da Baía de Guanabara não são homogêneas em todo o seu espelho d’agua, então se a gente quiser encontrar água suja, vai encontrar. Mas também, por incrível que pareça, existem muitos pontos onde a capacidade de recuperação da baía é enorme”, explicou David Zee.

As raias de competição da vela estão localizadas entre as regiões 1 e 2, onde a água é reciclada com maior frequência e, portanto, apresenta as melhores condições (Foto: Rio 2016).

Para tratar o lixo flutuante, o governo aposta na instalação das ecobarreiras, que impedem que os resíduos sólidos cheguem até a baía. Hoje, 12 ecobarreiras já estão em funcionamento e outras sete entram em operação em 2015.

“A questão do lixo é uma preocupação de todo o governo do estado. Além das ecobarreiras, temos 10 ecobarcos em licitação, que captam os resíduos que transpassam das ecobarreiras. Outro ponto importante para a gestão desses resíduos é que acabamos com os lixões que existiam no entorno da baía. Agora, todo esse lixo é coletado e tratado nas unidades de tratamento de resíduos”, afirmou Espíndola.

Já na região da Marina da Glória, local de competição dos Jogos Rio 2016, será instalado um “cinturão” para reter os resíduos no local.

“Esse cinturão irá captar, levar para as elevatórias o lixo e ele irá para o emissário submarino de Ipanema. Mas estamos fazendo tratamentos bacteriológicos para minimizar a poluição de hoje na Marina da Glória”, disse Espíndola.

“Mais do que despoluir, precisamos parar de sujar. Para atingir uma meta de 100% de despoluição, conseguir tratar todo o esgoto, inclusive os das habitações que estão em locais com maiores dificuldades de urbanização, todos nós cidadãos não podemos jogar absolutamente nada onde não se deve. É um jogo que toda a sociedade teria que jogar”, finalizou Tania.

Confira abaixo o bate-papo na íntegra:

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