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16/07/2013

Estrelas britânicas do ciclismo de pista se aposentam e abrem caminho para nova geração

Seis vezes campeão olímpico, Chris Hoy encerrou a carreira assim como Victoria Pendleton, a queridinha da torcida em Londres 2012

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Britânicos Kenny Jason e Sir Chris Hoy competem no sprint por equipes em Londres. Na final, os dois e Philip Hindes venceram a prova com direito a recorde mundial (Foto: Quinn Rooney/Getty Images)

Disciplina disputada desde 1896, em Atenas, o ciclismo de pista nunca foi tão comentado em uma edição dos Jogos Olímpicos como em Londres 2012. Afinal de contas, das dez medalhas de ouro em disputa nada menos do que sete ficaram com os donos da casa. Três delas emolduraram o pescoço de dois dos maiores nomes do esporte em toda a Grã-Bretanha: os queridinhos da torcida Sir Chris Hoy e Victoria Pendleton.

Hoy foi agraciado com o título de Cavaleiro do Império Britânico, ou simplesmente Sir, após as três medalhas de ouro conquistadas em Pequim 2008. O ciclista que já fora prata em Sydney 2000 e conquistou o primeiro ouro em Atenas 2004, superou outra lenda do esporte britânico nos Jogos de Londres 2012, o canoísta Steve Redgrave. Com os títulos no keirin e no sprint por equipes, conquistados em casa, Hoy se tornou o maior campeão olímpico britânico da história com seis medalhas de ouro.

Em abril, o astro das pistas anunciou a sua aposentadoria aos 37 anos, confirmando a sua ausência nos Jogos Olímpicos Rio 2016™ e abrindo espaço para a nova geração. “Esgotei as últimas gotas de energia que tinha. Cheguei a Londres e tive sucesso, mas não tive a noção de quanto Londres exigiu de mim. Continuar por mais um ano seria um ano muito longo. Eu não quero aparecer só para acenar aos torcedores e vestir o equipamento”, afirmou o atleta, que se iniciou no ciclismo no BMX, aos sete anos, chegando a ser nono do ranking mundial.

Já Victoria Pendleton se aposentou logo após os Jogos de Londres, aos 31 anos. Ouro no keirin e prata no sprint, prova que havia vencido em Pequim, a britânica visitou o Rio de Janeiro pela primeira vez em março desse ano e se encantou com a cidade que vai receber a próxima edição dos Jogos Olímpicos.

Pendleton agradece os aplausos do público conquistar mais uma medalha em Jogos Olímpicos (Foto: Harry How/Getty Images)

“O Rio é absolutamente lindo. Quando vi a cidade lá de cima do avião eu disse ‘Uau’, que beleza. Depois de pouco tempo na cidade e depois de ver o quanto as pessoas adoram viver aqui eu passei a ter sentimentos profundos pelo Rio de Janeiro, principalmente por Copacabana”, disse Pendleton, em entrevista ao site rio2016.com, durante a entrega do prêmio Laureus, o Oscar do esporte, que foi realizado pela primeira vez na Cidade Maravilhosa – a segunda será em 2014.

A ex-atleta ainda fez questão de dar um recado a todos os atletas, principalmente os brasileiros com chances de disputar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™.

“Quando os Jogos vierem pra cá a torcida vai sentir a força do esporte. Os Jogos Olímpicos são uma competição muito poderosa e positiva. Representar o meu país em Londres foi a maior conquista da minha vida. Eu estava sempre feliz. Ter todo esse sucesso em casa é provavelmente a melhor coisa que aconteceu na minha vida, por isso, digo a todos os atletas brasileiros: treinem muito, façam de tudo para defender o seu país em casa porque, assim como eu, vocês vão dizer que é a melhor experiência das suas vidas”, afirmou Pendleton.

Wellyda Rodrigues é a maior revelação do ciclismo nacional

Principal revelação do ciclismo nacional, Wellyda Rodrigues abandonou as aulas de violão e canto na sua cidade natal para se dedicar ao esporte. De Pereira Barreto (SP), ela foi morar em Americana, no início de 2012, onde treina em um dos dois Centros de Excelência de Ciclismo do país – o segundo fica em Iracemápolis, também em São Paulo. Descoberta em 2011 após vencer uma prova na categoria elite em Mogi das Cruzes (SP), Wellyda venceu a Volta do Futuro em 2012 (foi bicampeã neste ano) e passou a ser figurinha fácil nas convocações da seleção brasileira.

Wellyda Rodrigues vence mais uma prova na sua curta e vitoriosa carreira (Foto: Ivan Storti)

A jovem de 17 anos mora em um alojamento com outras cinco meninas e vence a maioria das provas que disputa em território nacional, seja ela do ciclismo de pista como o de estrada. Com a experiência de quem já disputou campeonatos pan-americanos na Guatemala e no México e o Mundial do ano passado na Holanda, Wellyda só pensa em treinar e treinar para realizar o seu maior sonho na carreira: defender as cores verde e amarela nos Jogos Olímpicos Rio 2016™.

“As saudades dos meus pais é o mais complicado, mas realizar o sonho de ser uma ciclista profissional supera qualquer dificuldade. Costumo ver a minha família de três em três meses, normalmente em dias de festas como Natal e reveillón”, diz Wellyda, que gosta de pintar as unhas nas cores da bandeira brasileira quando está competindo. “O ciclismo é a minha vida. Treino de segunda a sábado, três horas por dia e, nas horas vagas, gosto de ir ao zoológico, a Igreja e sair com os amigos”.

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