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23/08/2014

Dez anos após conquista histórica, geração de ouro do basquetebol argentino se prepara para despedida nos Jogos Rio 2016

Seis atletas da lendária equipe que conquistou o ouro em Atenas 2004 continuam representando o país na seleção

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Luis Scola (esquerda) e Andrés Nocioni conquistaram o ouro em Atenas 2004 e seguem na seleção argentina (Foto: Getty Images/Vladimir Rys)

Há dez anos, o esporte portenho vivia um momento mágico. Em 28 de agosto de 2004, a Argentina conquistava o ouro nos Jogos de Atenas, após 52 anos de espera, graças ao talento da mais vitoriosa geração de basquetebol do país. Uma década depois da conquista histórica, seis integrantes da lendária equipe continuam na seleção e poderão ser vistos em ação juntos – provavelmente pela última vez - nos Jogos Rio 2016.

“Muito tempo se passou e é um orgulho muito grande ter feito parte daquela conquista e seguir na equipe até hoje. Foi o ponto mais alto das nossas carreiras e uma das maiores vitórias e celebrações do esporte argentino”, afirma o ala Andrés Nocioni, de 34 anos, que atua no Real Madrid, da Espanha, e passou sete temporadas na NBA - a liga de basquetebol norte-americana.

Se o inédito ouro Olímpico foi garantindo após a vitória sobre a Itália na decisão, foi o triunfo do dia anterior, sobre a favorita seleção dos Estados Unidos - que contava com estrelas como Lebron James, Carmelo Anthony, Tim Duncan e Allen Iverson -, na semifinal, que simbolizou a conquista de maneira mais marcante. Pela primeira vez, desde que os jogadores da NBA foram autorizados a disputar os Jogos Olímpicos, os Estados Unidos ficaram fora da final.

Terceira colocada no ranking mundial, a seleção comandada por Julio Llamas disputará entre os dias 30 de agosto e 14 de setembro a Copa do Mundo, primeira competição classificatória para os Jogos Rio 2016. O torneio Olímpico, aliás, deverá ser a última oportunidade de ver os atletas que revolucionaram o basquetebol argentino em ação com a camisa da seleção.

“É muito difícil planejar, cada um de nós está avaliando o futuro ano a ano. Eu mesmo cheguei a me aposentar entre 2010 e 2013 e agora estou de volta à seleção. Mas, devido à nossa idade, é certo que os Jogos Rio 2016 serão os últimos da nossa geração ou pelo menos de uma boa parte do grupo que ainda segue na equipe”, comenta o ala Walter Hermann, de 35 anos.

Além de Nocioni e Hermann, outros quatro atletas que conquistaram o ouro em Atenas 2004 sob o comando de Ruben Magnano, atual treinador da seleção brasileira, ainda seguem na seleção: o ala Carlos Delfino, de 31 anos, o pivô Leonardo Gutierrez, 36, o ala-pivô Luis Scola, 34, e o ala-armador Manu Ginóbilli, 37, eleito o destaque dos Jogos Atenas 2004 e que não confirmou sua continuidade no time, após ficar fora da Copa do Mundo de 2014 devido a uma lesão.

Manu Ginóbilli tenta superar a marcação de Tim Duncan nos Jogos Atenas 2004 (Foto: Getty Images/Chris McGrath)

 

Com esta base, a equipe conquistou os principais resultados da história do país, como o bronze Olímpico nos Jogos de Pequim 2008, o vice-campeonato mundial em 2002 e o título da Copa América em 2011. O maior legado, no entanto, veio fora das quadras, com a popularização do esporte, que hoje é o segundo mais praticado na Argentina, atrás apenas do futebol.

“Depois de tantos anos, valorizamos ainda mais aquela conquista. O ouro Olímpico que conquistamos em Atenas contribuiu muito para popularizar o basquete na Argentina, especialmente entre os mais jovens. As categorias de base são hoje muito mais fortes do que eram há dez anos e fico feliz por termos ajudado a fortalecer o esporte em nosso país”, diz Walter Hermann, que jogou na NBA por três anos e, na próxima temporada, defenderá o Flamengo.

Do grupo que conquistou o ouro em Atenas, já se despediram da seleção argentina os armadores Pepe Sánchez e Alejandro Montecchia, o ala-armador Hugo Sconochini, o ala-pivô Rubén Wolkowyski, e os pivôs Fabricio Oberto e Gabriel Fernández.

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