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01/08/2014

Campeonato mundial definirá primeiro classificado do rugby em cadeira de rodas para os Jogos Rio 2016

Doze seleções lutam pela primeira vaga Paralímpica do esporte em Odense, na Dinamarca

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Australiano Ryley Batt e canadense Zak Madell são dois dos principais jogadores do mundo na atualidade (Foto: Getty Images/Mike Ehrmann)

Doze países iniciaram nesta segunda-feira (04) a disputa pela primeira vaga do rugby em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Em Odense, na Dinamarca, as seleções participam da sexta edição do Campeonato Mundial do esporte, que classificará o campeão para os primeiros Jogos da América do Sul. As partidas serão transmitidas ao vivo no site oficial da competição.

Ouro em quatro das cinco edições do campeonato mundial já realizadas e campeão Paralímpico nos Jogos Sydney 2000 e Pequim 2008, os Estados Unidos são um dos favoritos ao topo do pódio em Odense. Os norte-americanos estão no Grupo B, ao lado do Japão, Suécia, Alemanha, França e Nova Zelândia. As expectativas do capitão da equipe, Joe Delagrave, são de lutar pelo ouro e pela vaga nos Jogos Rio 2016.

“Nossa expectativa é lutar pela medalha de ouro. Temos uma grande equipe e queremos manter os bons resultados da última temporada. Queremos garantir a vaga nos Jogos Rio 2016 logo para que possamos trabalhar a evolução da equipe sem ter que nos preocupar em conquistar a classificação nos Jogos Parapan-Americanos de 2015”, diz o capitão norte-americano, que aponta os principais concorrentes de seu país na disputa pela vaga nos Jogos Rio 2016. 

“A Austrália é a atual campeã Paralímpica e tem Ryley Batt e Chris Bond, que são dois dos melhores jogadores do mundo. O Canadá é sempre um dos candidatos, pois tem muita experiência e conta com a ascensão do Zak Madell. Japão e Grã-Bretanha têm equipes que combinam juventude e experiência e também vão lutar pela vaga”, analisa.

Capitão da seleção dos Estados Unidos, Joe Delagrave sonha com o sexto título mundial do país (Foto: Getty Images/Mike Ehrmann)

 

Citada pelo capitão norte-americano, a seleção australiana tem as mesmas expectativas que os rivais. Atual campeã Paralímpica e medalhista de prata nos Jogos Pequim 2008, a seleção da Oceania, que divide o Grupo A com o Canadá, Grã-Bretanha, Dinamarca, Finlândia e Bélgica, sonha com seu primeiro título mundial.

“Temos uma equipe muito forte. Esta é provavelmente a melhor oportunidade que já tivemos de vencer o Campeonato Mundial. Temos bastante experiência em jogos importantes e mesmo os jogadores mais jovens já mostraram que estão se encaixando na equipe. Esses jogadores ganharam muita confiança após a conquista da Copa do Canadá, quando eles participaram bastante dos jogos e tiveram boas atuações”, comenta o técnico Brad Dubberley.

Anfitriã da competição, a Dinamarca reconhece o favoritismo dos norte-americanos e australianos, mas acredita que outros países estão se aproximando do nível de jogo dos favoritos. Contando com o apoio dos torcedores, o técnico Thor Johansson espera terminar a competição entre os cinco primeiros colocados.

“Melhoramos muito nos últimos anos e hoje nosso trabalho é mais profissional e mais focado do que antes. Ainda que Estados Unidos e Austrália sejam os grandes favoritos, outros times estão evoluindo e considero a Dinamarca uma das equipes que está se aproximando do nível deles. Com a ajuda da torcida, seremos mais fortes do que nunca. Será a maior experiência esportiva dos nossos atletas e queremos muito nos sair bem e terminar entre os cinco melhores”, revela o treinador dinamarquês.

Na primeira fase, as seleções jogarão contra os adversários das próprias chave, e os dois melhores de cada grupo avançarão às semifinais. A decisão do torneio, que é realizado na Arena Fyn, acontecerá no dia 10 de agosto.

O campeonato mundial é o primeiro torneio classificatório do rugby em cadeira de rodas para os Jogos Rio 2016. Em 2015, os Jogos Parapan-Americanos, o Campeonato Europeu e o Campeonato da Ásia e Oceania apontarão outros quatro classificados. Duas vagas estarão em jogo no classificatório mundial, em 2016, e a oitava posição é do Brasil, país-sede dos primeiros Jogos da América do Sul.

Antes do rugby em cadeira de rodas, outros esportes Paralímpicos já definiram seus primeiros classificados para os Jogos Rio 2016: voleibol sentado, goalball e tiro esportivo.

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